sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Me olhando no espelho!

Cheguei em casa e a primeira coisa que tive vontade de fazer era tomar um banho, deixar aquela água forte cair sobre minha cabeça e deixar as lágrimas descerem incansavelmente por meu rosto. Não sabia o por que de eu estar ali chorando, mas senti essa necessidade. Fico um bom tempo ali, embaixo do chuveiro, nem me preocupei na hora com a minha consciência ambiental. Após o banho, fico parado me olhando no espelho, vendo minhas olheiras, meus olhos inchados e tentando não pensar em nada. Me seco um pouco e fico parado, próximo a janela, olhando o céu nublado e sentindo aquela brisa fria tocar minha pele. Fico olhando para o infinito, tentando me entender, tentando achar respostas para coisas que algumas vezes soam tão estúpidas. Queria poder deixar a mente vazia como os budistas, sem ficar neurótico com tantas coisas. Seria interessante por um momento eu fazer isso, mas não é fácil. O telefone toca e tento reconhecer uma voz, mas estou tão exausto que é em vão essa tentativa logo instantaneamente. Após alguns poucos minutos, acabo me lembrando, na verdade acho que sempre soube, mas meu estado no momento não colaborou para eu me lembrar. Só me recordo que ele havia me dito que estava em frente ao prédio e que estava subindo. Disse que tudo bem. Coloquei uma roupa qualquer que encontrei no armário. Ele chegou e hesitei um pouco em abrir a porta. Ele estava dizendo algo que não entendi a princípio, decidi então por abrir. Ele entrou, abrimos uma garrafa de vinho que ele havia trago e ficamos ali, por poucos minutos em silêncio, apenas com nossos olhares se encarando, tentando decifrar um ao outro. Ele quebrou o silêncio e perguntou o que havia acontecido, fiquei sem saber, sem ter o que responder, pois nem eu mesmo sabia o que havia acontecido. Ele então se levantou, estendeu a mão para mim e me prendeu num abraço apertado. Não tive como não chorar mais, desabei em lágrimas. O único som que se ouvia era meu choro. Ele me apertou um pouco mais em seus braços, como se quisesse dizer que estava tudo bem agora. De certo modo me senti assim, protegido, seguro naqueles braços. Nos sentamos num sofá e ficamos ali, sem pretensão alguma, apenas jogando papo fora, rindo sobre algumas amenidades e me fazer esquecer o quão eu estava sozinho. Deitei minha cabeça em sua perna, enquanto ele fazia cafuné, foi uma sensação boa, reconfortante, não demorou muito e eu adormeci.


Pra dar uma variada um pouco, rsrs

É isso

Bjo

Contato: dilsantos@rocketmail.com

12 comentários:

Serginho Tavares disse...

se sentir acarinhado, definitivamente não tem preço!
beijos meu amigo querido

Frederico disse...

ter uma boa companhia é muito bom :)

Ro Fers disse...

É confortante a presença de uma boa cia...
Abraços!

FOXX disse...

que bom que havia um ombro no qual chorar né?

Rute disse...

É bom sentir um abraço nos enlaçados para nos dar um grande conforto.
Querido embarcando amanhã para Foz de Iguaçu, quando voltar te conto todas as novidades que estão pendentes.
Beijos

Latinha disse...

Um belo texto... ao ler me lembrei de uma frase que é atribuída ao Shakspeare

"As vezes, tudo o que precisamos é de uma mão para segurar, e um coração para nos entender."

E como é bom um abraço desses...
Muito bacana teu blogue...

Abração!

Latinha disse...

A reciproca é verdadeira, temos "amigos" em comum e há tempos estou para passar pelo teu espaço...

Fernando Pessoa meio que anda junto com meu blogue, há n citações dele, eu gosto muito e meio que ele "me entende"... kkkk

Um grande abraço!

Portal de Blogs Teia disse...

Olá.
Gostei muito do seu blog, parabéns.
Sempre que possível estarei passando por aqui.
Até mais

Fred disse...

Hummmmmmmmm... só nos "bonsvinho hein, Dil?!? Tá certo! Lindo texto - como de costume, claro! Bjos e ótima semana!

Fred disse...

Queridão... adorei teu comment lá no meu texto.... tua opinião sempre faz a diferença pra mim, gatucho! Bjos!

Fred disse...

Dilzão, meu gato-doce-de-acarajé... mega findi pra ti, querido! Beijos!

Anônimo disse...

Hummmm... realmente interessante... gostei da leitura... parabéns amigo.