quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Olhando para trás!

Desço a rua meio deserta, com pouca iluminação, não era de se espantar encontrar mais uma lâmpada do poste quebrada. Ando apressado, medo do pior, apesar de que pela lógica e bom senso eu deveria ir por outro caminho. Mas depois da discursão que tive com a pessoa que dizia me amar e fez o que ela fez, eu não tinha condições psicológicas de raciocinar direito, de deixar minha razão, meu bom senso agir. Chorava compulsivamente quando eu saí de sua casa e queria sair de sua vida também. Não queria aceitar, acreditar de fato que o que eu havia descoberto não era sobre a pessoa que eu conhecia, era uma outra completamente diferente.
Mas o que mais me impressionou, foi a sua expressão, quando você me viu ali. O desespero seu por ter me visto ali, suas explicações sem fundamentos era tudo o que eu não queria ouvir. Sai dali na mesma hora e não queria olhar para trás, mas olhei.
Após ter saido dali apressadamente e vendo ele vindo atrás de mim, acabei me distraindo e quando percebi, havia um carro vindo em minha direção, não conseguir sair do seu caminho a tempo, só me lembro de ter ouvido ele gritar. Acordei dentro da ambulância, vendo-o chorar, parecia dizer alguma coisa, não entedi muito bem, estava difícil entender. Só o sentia segurar minhas mãos e lágrimas escorrendo por meus olhos. Não demorou muito e eu os fechei. Não sei por quanto tempo eu fiquei apagado, acordei 2 dias depois no hospital e o vi ali, deitado de qualquer jeito numa poltrona. Me mexi um pouco, mas tudo estava doendo, devo ter gemido com a dor e ele acordou. O olhar de alívio, misturado com culpa e não sei mais o quê estavam explícitos em seu olhar. Logo em seguida ele levantou e veio acariciar meu rosto, estava com um olhar triste, cansado. Perguntou se eu estava me sentindo bem, se eu precisava de algo, disse que estava bem, com um pouco de dor. Ele com lágrimas em seus olhos, tentou se explicar, pedir perdão, ele estava realmente se sentindo culpado. Pedi pra ficar um pouco sozinho, precisava pensar, tomar algumas decisões. Ele fez um gesto com a cabeça e saiu, olhando para trás, com uma esperança de que eu mudasse de ideia e o chamasse. Quando ele saiu senti um vazio, algo assim meio que inexplicável. Por mais que eu estivesse magoado, decepcionado, não queria ficar longe, o queria perto. Logo a noite ele voltou, a única coisa que fiz foi lhe dar um abraço, me perdi completamente em seus braços, com meu rosto em seu pescoço, me deixei chorar. Ficamos em silêncio, onde o silêncio e nossos olhares disseram tudo o que precisava ser dito.


É isso

Bjo


Contato: dilsantos@rocketmail.com


10 comentários:

FOXX disse...

uau. texto foda!

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

uau. texto foda! [2]

beijão

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Dil
Um lindo e comovente texto, mas se fosse comigo, eu até ia embora, mas antes teria armado o maior barraco da estória.
Bjux

Latinha disse...

Essa coisa de se perder no abraço é complicado...

Um texto muito bacana... ;-)

AbraçãO!

Fred disse...

uau. texto foda! [3]
AdoreiMiami, Dil... hehehehe! Bom finde, querido! Bjs!

Fabiano Mayrink disse...

Oi Dil boa noite,
nossa menino que texto em.. parar na ambulancia! mas pelo jeito acabou tudo bem!

ah e brigado pela visita ;)

abraços

Fred disse...

É como tu bem disse: "todos são bem-vindos" - incluindo os barbudos, nzé? Hahhaha! Bjos, Dil!

Fred disse...

Sunga usada? Só se for a sua! Hahahahaha! Tô ótimo, sim! E vc? Bjos, Dilzão!

Ro Fers disse...

Viajei nas palavras imaginando a cena. Achei bacana os detalhes dele no hospital.

Abraços!

Ro Fers disse...

Viajei nas palavras imaginando a cena. Achei bacana os detalhes dele no hospital.

Abraços!