quinta-feira, 28 de março de 2013

Uma tentativa!

Cada vez que tento escrever algo ao menos descente, acaba se tornado mais frustrante do que antes de tentar rabiscar algumas palavras numa folha em branco. Não consigo escrever o que realmente quero, o que está lutando desesperadamente para sair, mas não tem forças suficientes para isso. Estou cansado, confesso. Estou num momento de exaustão psicológica e física, não sei expressar exatamente os sentimentos que estão invadido meu corpo. Luto, Deus sabe o quanto luto para mudar, para fazer diferente a cada dia, a cada hora que passa e me vejo completamente sem reação, sem uma emoção mais forte que me faça acordar, acho que estou precisando de um choque de realidade. Os que costumo me dar não estão mais surtindo efeito como antigamente. Acho que preciso de alguém neutro para fazer isso, para me fazer acordar. Cada caminho que resolvo tomar, parece me levar ao oposto do que eu estava planejando. Algumas vezes fui surpreendido, foi algo bom, excitante até em alguns casos, mas outros, foram apenas decepcionantes, frustrantes. Dá vontade de chorar as vezes, de querer gritar, de jogar um copo na parede, como aqueles personagens das novelas fazem, mas logo passa, penso que vou ter que ficar catando cacos pelo chão, bastão os meus que ainda estou tentando juntar e colar. Acho que não estão todos aqui, alguns devem estarem escondidos embaixo de alguma mobília. Acho que vou tomar um banho, normalmente me ajuda a esfriar a cabeça e clarear um pouco as minhas ideias. Depois gosto de ficar na janela, sentindo aquele vento frio que costuma soprar a noite. E ficar olhando o movimento da rua, vai que algo que eu veja possa fazer com que a inspiração volte, mas acho difícil. Só vejo cachorros revirando sacos de lixo, o vigia da rua, tocando aquele apito infernal que nos faz sentir uma vontade daquelas de fazê-lo engolir, principalmente quando você está naquele sono maravilhoso e é despertado por isso. Não é o meu caso, há dias ando tendo insonia, mas o apito continua me irritando. Bom, acho que hoje não vou conseguir colocar nada do que eu estava querendo nessa folha. Vou deitar, colocar algo para tocar e ver se me ajuda a cair no sono. Amanhã quem sabe eu consiga ou não, vai saber.

É isso

Bjo

quinta-feira, 14 de março de 2013

Rabiscos!

Um riscos são feitos num papel em branco
Traços são surgidos
E logo alguns esboços vão surgindo
Um rosto então começa a ser formado
Não consigo reconhecer esses traços logo de imediato
Quem sabe os tenha visto num outro tempo
Num outro espaço
Meus sonhos quase sempre são um pouco agitados
Sempre vejo pessoas apressadas
Num desses você esbarrou em mim
Virou e se desculpou
E um sorriso sedutor me foi direcionado
Eu meio tímido o retribuí
Me virei e continuei seguindo o meu caminho
Quando senti um mão segurando meu braço
Era você querendo me conhecer
Trocamos algumas palavras
Marcamos um encontro
Dias foram se passando
Conversas prolongadas se tornaram habituais
Aquelas risadas gostosas sempre eram dadas
Com o passar do tempo
Meus olhos foram ficando com um brilho diferente
Aquele brilho dos olhares apaixonados
Que eram acompanhados de sorrisos bobos
Não fizemos planos ou juras secretas
Escolhemos deixar as coisas seguirem naturalmente
Sem pressas ou cobranças
Apenas vivendo como se deve viver
Então, eu acordei
Eu vi você ali, sentado na poltrona
Com a luz do abajur acesa me vendo dormir
Logo veio em minha direção
Acariciando meu rosto, conversando ameninadas
Rimos das besteiras ditas por mim
Não demorou muito e voltamos a dormir
Com nossas mãos entrelaçadas
Me fazendo sentir
Que você sempre estará aqui


É isso

Bjo

domingo, 10 de março de 2013

O que quero de fato?

Não importa o que digam ou o que pensam
Importa o que eu acredito
O que desejo, o que faço acontecer
Não quero algo padronizado
Quero o imperfeito
Quero sentir sensações novas, provocantes
Quero experimentar o gosto do proibido
O gosto do desconhecido
O que quero de fato?
As vezes nem eu sei responder
Quero x coisas
Quero conhecer n pessoas
Quero ter y experiências
Quero tudo e quero nada ao mesmo tempo
Quero por vezes ser um pouco indeciso
E poder brincar com as variáveis
Quero ter experiências incontáveis
Quero sair mais sem destino
Andar um pouco sem rumo e ver onde o ele irá me levar
Quero mais beijos apaixonados
Mais abraços apertados
Quero gritar mais alto para quem sabe ser ouvido
Também quero falar alguns palavrões
Rir das confusões bobas com amigos
Quero ser um pouco triste
Felicidade demais pode ser irritante
Não confio em pessoas que são totalmente felizes
Quero chorar, ter alguém para secar essas lágrimas
E alguém que me faça rir, me faça sentir vivo
Que eu possa ser quem sou
E enfim uma história construir
E poder escrever meu final feliz


É isso

Bjo


Contato: dilsantos@rocketmail.com


segunda-feira, 4 de março de 2013

Contra o tempo!

Hoje decidi enterrar de vez o passado
Não mais tentar juntar os pedaços
De algo que há tempo ruiu
Hoje vou fazer tudo diferente
Vou ser um pouco mais inconsequente
E não olhar para trás
Não quero correr o risco de virar uma estátua de sal
Vou gritar mais e me fazer ser ouvido
Vou chorar menos e talvez ser mais compreendido
Vou correr contra o tempo, apenas por um breve momento
E um outro rumo fazer a história tomar
Hoje pensei em buscar memórias do passado
As boas onde um sorriso bobo em meu rosto venha se formar
E deixar quem sabe um brilho em meu olhar
Daqui para a frente espero mais coragem tomar
Não deixar os mesmos erros me assombrarem
E os acertos assim continuarem rondando e me influenciando
E deixando quem sabe um pouco o bom senso agir
E assim eu possa ser mais feliz.

É isso

Bjo

Contato: dilsantos@rocketmail.com





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Olhando para trás!

Desço a rua meio deserta, com pouca iluminação, não era de se espantar encontrar mais uma lâmpada do poste quebrada. Ando apressado, medo do pior, apesar de que pela lógica e bom senso eu deveria ir por outro caminho. Mas depois da discursão que tive com a pessoa que dizia me amar e fez o que ela fez, eu não tinha condições psicológicas de raciocinar direito, de deixar minha razão, meu bom senso agir. Chorava compulsivamente quando eu saí de sua casa e queria sair de sua vida também. Não queria aceitar, acreditar de fato que o que eu havia descoberto não era sobre a pessoa que eu conhecia, era uma outra completamente diferente.
Mas o que mais me impressionou, foi a sua expressão, quando você me viu ali. O desespero seu por ter me visto ali, suas explicações sem fundamentos era tudo o que eu não queria ouvir. Sai dali na mesma hora e não queria olhar para trás, mas olhei.
Após ter saido dali apressadamente e vendo ele vindo atrás de mim, acabei me distraindo e quando percebi, havia um carro vindo em minha direção, não conseguir sair do seu caminho a tempo, só me lembro de ter ouvido ele gritar. Acordei dentro da ambulância, vendo-o chorar, parecia dizer alguma coisa, não entedi muito bem, estava difícil entender. Só o sentia segurar minhas mãos e lágrimas escorrendo por meus olhos. Não demorou muito e eu os fechei. Não sei por quanto tempo eu fiquei apagado, acordei 2 dias depois no hospital e o vi ali, deitado de qualquer jeito numa poltrona. Me mexi um pouco, mas tudo estava doendo, devo ter gemido com a dor e ele acordou. O olhar de alívio, misturado com culpa e não sei mais o quê estavam explícitos em seu olhar. Logo em seguida ele levantou e veio acariciar meu rosto, estava com um olhar triste, cansado. Perguntou se eu estava me sentindo bem, se eu precisava de algo, disse que estava bem, com um pouco de dor. Ele com lágrimas em seus olhos, tentou se explicar, pedir perdão, ele estava realmente se sentindo culpado. Pedi pra ficar um pouco sozinho, precisava pensar, tomar algumas decisões. Ele fez um gesto com a cabeça e saiu, olhando para trás, com uma esperança de que eu mudasse de ideia e o chamasse. Quando ele saiu senti um vazio, algo assim meio que inexplicável. Por mais que eu estivesse magoado, decepcionado, não queria ficar longe, o queria perto. Logo a noite ele voltou, a única coisa que fiz foi lhe dar um abraço, me perdi completamente em seus braços, com meu rosto em seu pescoço, me deixei chorar. Ficamos em silêncio, onde o silêncio e nossos olhares disseram tudo o que precisava ser dito.


É isso

Bjo


Contato: dilsantos@rocketmail.com


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Explícito em seu olhar!

Nossos olhares se conectam
Transmitindo apenas uma mensagem de desejo
Uma vontade quase que incontrolável
De que um precisa do outro
Então um jogo de sedução e luxúria se inicia
Um tocar de pele quase que flamejante
Movido a beijos ardentes
Um tanto inconsequentes
Com minhas unhas arranhando sua pele
Com  mordidas de leve em sua orelha
Suas mãos pecorrendo meu corpo
E as minhas descobrindo o seu
Sussuros são soltos em seu ouvido
Outrora no meu
Carícias mais intimas são iniciadas
Um tanto exageradas
Mordidas no lábio para provocar
E fazendo com o que desejo seja explícito em seu olhar
Abraços apertados são dados
E movimentos então são iniciados
Provocando sensações um tanto proibidas
Mas que não deixam de serem sentidas
Pois assim melhor se leva a vida
Experimentando todas as sensações que nos são permitidas


É isso

Bjo

Contato: dilsantos@rocketmail.com





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O brilho do seu olhar!

Aquele dia na praça foi especial
Nós dois sentados debaixo daquela árvore
Vendo o sol se pôr por traz daquele lago
Lembro que ficamos ali por um bom tempo
Eu com a cabeça encostada em seu peito
Conversando amenidades, algumas bobagens
Era uma sensação tão boa sentida ali
Que gostaria enfim de poder repetir
Logo o céu escureceu
E em seu manto negro, pequenos pontos luminosos
Começaram a se formar
Mas o que mais me chamava a atenção
Não era a lua ou as estrelas
Mas sim o brilho do seu olhar
Nunca os tinham visto com esse brilho diferente
Eu conversando sem parar
E você ali com aquele sorriso bobo
Com esses olhos que me prendiam
É como se eu estivesse hipnotizado por eles
Era algo diferente, quase que mágico
Não sei explicar, mas foi algo que me encantou
Naquele momento eu senti o quanto você era especial
E de surpresa um eu te amo foi sussurado em meu ouvido
Em seus braços eu fui envolvido
E um beijo foi dado
Selando assim um momento único
Do qual sempre será lembrado

É isso

Bjo


Voltando a fase inspirado, rsrsrs

Contato: dilsantos@rocketmail.com

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Acasos!

Casos, acasos, passos dados
Tudo acontece em seu momento
Aquele encontro não programado
Aquela troca de olhares, o tocar de mãos
Se em meio a solidão que a tempos lhe acompanhava
E que você escolheu ficar
Se for pego pelo fogo da paixão
Escolha viver, sentir
Deixe que essas chamas
Ardam em seu peito
Se permita ficar com um brilho intenso em seu olhar
Aproveite cada minuto, cada segundo
Deixe que explodam a paixão,o tesão
A vontade de ficar ao lado
De fazer loucuras
Fique um pouco só
Deixe a saudade invadir um pouco você
Deixe que o reencontro seja mais intenso
Sussurre palavras quentes no ouvido
Arranhe as costas, faça soltar gemidos
Beije ardentemente
Ame desesperadamente
E você será absurdamente feliz


É isso

bjo


Contato: dilsantos@rocketmail.com


domingo, 27 de janeiro de 2013

Solta!

Não sei como reagir
Não reagir, talvez seja isso
Estou sem rumo, sem norte
Solta na correnteza brava do rio
O molhe em que me agarrei
De repente desapareceu
Era mágico
Uma fantasia criada
de minha ânsia por aceitação
Não sei o que fazer
Me sinto desfazer em lágrimas
Mesmo que eu não queira.
Me digam, por favor
como aportar.
Não nasci para a água
Sou da terra e da montanha
Mas me vejo, mais uma vez, aqui
Solta.. na correnteza brava
de um rio dessa vez, desconhecido

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Me olhando no espelho!

Cheguei em casa e a primeira coisa que tive vontade de fazer era tomar um banho, deixar aquela água forte cair sobre minha cabeça e deixar as lágrimas descerem incansavelmente por meu rosto. Não sabia o por que de eu estar ali chorando, mas senti essa necessidade. Fico um bom tempo ali, embaixo do chuveiro, nem me preocupei na hora com a minha consciência ambiental. Após o banho, fico parado me olhando no espelho, vendo minhas olheiras, meus olhos inchados e tentando não pensar em nada. Me seco um pouco e fico parado, próximo a janela, olhando o céu nublado e sentindo aquela brisa fria tocar minha pele. Fico olhando para o infinito, tentando me entender, tentando achar respostas para coisas que algumas vezes soam tão estúpidas. Queria poder deixar a mente vazia como os budistas, sem ficar neurótico com tantas coisas. Seria interessante por um momento eu fazer isso, mas não é fácil. O telefone toca e tento reconhecer uma voz, mas estou tão exausto que é em vão essa tentativa logo instantaneamente. Após alguns poucos minutos, acabo me lembrando, na verdade acho que sempre soube, mas meu estado no momento não colaborou para eu me lembrar. Só me recordo que ele havia me dito que estava em frente ao prédio e que estava subindo. Disse que tudo bem. Coloquei uma roupa qualquer que encontrei no armário. Ele chegou e hesitei um pouco em abrir a porta. Ele estava dizendo algo que não entendi a princípio, decidi então por abrir. Ele entrou, abrimos uma garrafa de vinho que ele havia trago e ficamos ali, por poucos minutos em silêncio, apenas com nossos olhares se encarando, tentando decifrar um ao outro. Ele quebrou o silêncio e perguntou o que havia acontecido, fiquei sem saber, sem ter o que responder, pois nem eu mesmo sabia o que havia acontecido. Ele então se levantou, estendeu a mão para mim e me prendeu num abraço apertado. Não tive como não chorar mais, desabei em lágrimas. O único som que se ouvia era meu choro. Ele me apertou um pouco mais em seus braços, como se quisesse dizer que estava tudo bem agora. De certo modo me senti assim, protegido, seguro naqueles braços. Nos sentamos num sofá e ficamos ali, sem pretensão alguma, apenas jogando papo fora, rindo sobre algumas amenidades e me fazer esquecer o quão eu estava sozinho. Deitei minha cabeça em sua perna, enquanto ele fazia cafuné, foi uma sensação boa, reconfortante, não demorou muito e eu adormeci.


Pra dar uma variada um pouco, rsrs

É isso

Bjo

Contato: dilsantos@rocketmail.com