domingo, 20 de abril de 2014

Todo boato tem um pouco de verdade!

Devido aos últimos fatos ocorridos que cerca nossa queridíssima presidenta, sobre um comentário infeliz que ela fez, eu não poderia ficar calado. Numa entrevista coletiva se não me engano, um repórter lhe fez uma pergunta a respeito da greve realizada pela Polícia Militar na Bahia. Ela disse o seguinte: "É por isso que chamam baiano de preguiçoso, não sou eu que estou dizendo, mas todo boato tem um pouco de verdade". Primeiramente, ela como presidenta jamais deveria ter feito um comentário como esse, nós baianos trabalhamos e muito. O dinheiro que enche os cofres públicos, uma parte bem considerável vem de nossos esforços. Preguiçosos são os políticos que ganham rios de dinheiro para sentarem numa cadeira por pouquíssimas horas semanais para enrolarem e roubarem, inclusive ela deve fazer o mesmo, mas não sou eu que estou dizendo, mas todo boato tem um pouco de verdade. Isso serve para que as pessoas pensem melhor sobre quem se coloca no governo. Não gosto de política e todos que me conhecem sabem disso, mas também não posso fechar meus olhos e ignorar o que está acontecendo no país. Ela está se mostrando uma pessoa preconceituosa, mais uma vez, pois para mim de certo modo, esse comentário que ela fez foi preconceituoso, é o mesmo teor de comentários que se fazem a respeito dos nordestinos, paraibanos, gaúchos, cariocas, paulistanos entre outros. A greve é um direito que os trabalhadores tem e estão dentro da legalidade, assim como os garis no Rio de Janeiro fizeram greve, poderiam serem chamados de preguiçosos, por que foi bem no período do carnaval? Poderiam, mas não foram preguiçosos, exigiram algo que lhe eram de direito, um salário decente. A eleição está chegando, então vamos abrir os olhos, essa é a hora para acordarmos de vez e ver que podemos e devemos prestar mais atenção em quem escolhemos para nos representar, não é fazer como uns idiotas que para protestarem, votam nos candidatos esquisitos, aspirantes a celebridades, as mulheres alguma coisa, para poder representar a população, mas o que essas pessoas entendem sobre política? Pelo o que iriam lutar? Por mais mulheres frutas nas revistas? Por mais palhaços no governo? Temos que parar de protestar votando em candidatos como esses. É preciso averiguarmos o histórico político do candidato para que erros como esse de colocar uma pessoa feito Dilma no poder não se repita. Então, vamos abrir os olhos e mostrar que não somos idiotas, que queremos sim um país com igualdade, com uma educação decente, segurança, saúde, reconhecimento do profissionais brasileiros e tudo que nos é garantido por direito pela constituição. Devemos lutar por um país digno de se viver.


Depois de um tempo afastado, estou de volta, estava com saudades de escrever, de visitar os amigos e desconhecidos rs.


domingo, 6 de abril de 2014

Informe!

Gente, peço a todos inúmeras desculpas pelo sumiço, por toda essa ausência minha com vocês. estava estudando para concurso e agora estarei fazendo ovos de páscoa, então devo retornar ao blog logo no final de semana do feriado, poderei estar visitando novamente a todos e fazendo os devidos comentários.




A foto é uma prévia do que estou fazendo para páscoa.
 Contato: dilsantos@rocketmail.com



                                                      
 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Entrelinhas!

Olho em meio a uma página em branco
Tentando colocar nelas algumas palavras que sejam
Alguns versos que possam dizer algo para mim
Ou em um alguém qualquer
Não sei o quê exatamente, muito menos o porquê
Apenas sei da necessidade que grita cada vez mais alto
Tenho andando me sentindo bloqueado
Buscando inspiração em todas as possíveis e impossíveis fontes
Algo que possa desencadear um turbilhão de emoções
Quem sabe até sensações
Seja um toque, um abraço, um beijo
Um sussurro, um gemido até
Ou apenas uma palavra marcante, um brisa qualquer
Poderia fazer algumas loucuras, uma viagem sem rumo
Uma aventura, uma loucura quem sabe
Andar numa montanha russa, apesar do medo de altura
Nadar com golfinhos, apesar de não saber nadar perfeitamente bem
Deixar de ser mais racional e passar a ser mais emocional
Abrir mais os olhos e ler as entrelinhas
Quem sabe com algumas rimas
E um desejo qualquer
De ser diferente e fazer a diferença
Ser, fazer e acontecer
Palavras que tem um poder exorbitante
E que nos acostumamos a ignorá-las um pouco de certo modo
Medo de arriscar talvez
Mas viver não é isso? Arriscar e sentir emoções variadas?
E não apenas aquelas pré-programadas
Das quais crescemos escutando?
Quero saborear coisas novas, deixar que novos sentimentos, sensações
Fluam por meus poros, que me dê uma injeção de adrenalina
E me façam de fato viver


Gente, só pra informar, esse poema não é baseado apenas em mim, mas sim em um apanhado de emoções minhas e de amigos que numa conversa, me veio esse poema.
Gostaria de agradecer  todos que votaram em mim e informar que estou entre o Top100 para o prêmio TopBlog 20136.14. Logo as votações estarão abertas e conto novamente com seu apoio e votos, muitos de preferência para quem sabe eu ganhar esse ano, estou muito motivado para isso, rsrs.



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Abrindo as portas e janelas para o futuro!

O que escrever sobre esse ano que está quase acabando? Não sei bem ao certo o que escrever, não foi o ano incrível como eu gostaria que tivesse sido, vi que minhas previsões não deram certo, me aposentei como astrólogo antes mesmo de começar na carreira, então sem mais previsões, rsrs.
Foi um ano difícil pra mim, meio conturbado em vários aspectos, que de certo modo me deixaram um pouco abalado, fragilizado, acho que essa é a palavra que mais se enquadra nisso tudo. Chorei mais que o normal, intimamente eu estava me acabando em lágrimas, com esperança de que alguém notasse isso em meio aos meus inúmeros sorrisos, gargalhadas e expressões de felicidade, mas que na verdade os meus olhos estavam implorando para que fossem notados. Acho que no fundo era o que eu mais queria, ser notado. Mas o que me salvou foram meus amigos, família, meus textos, poemas, poucos que aqui eu compartilhei, mas que foram de uma importância gigantesca em minha vida. No momento em que eu coloquei pra fora, foi um dorzinha expurgada de dentro de mim, foi uma tristeza transformada em alegria. Apesar desses momentos tristes que passei, tive ótimos momentos de pura alegria, de fazerem meus olhos brilharem, como a tempos não brilhavam. Não recuperei totalmente o brilho que tinha, mas estou recuperando. Lembro-me de um amigo me dizer isso, ele falava sempre que queria ver novamente aquele brilho em meu olhar. Isso martelou em minha cabeça por muito tempo,  ficava pensando, como recuperar esse brilho, que eu pensava ter se perdido por aí, num tempo em que não mais voltaria? Ainda não sei o que trouxe de volta ou o que está trazendo, mas está me fazendo um bem daqueles. Fiz mais amigos, alguns dos quais eu tenho uma admiração imensa, tive decepções como todos tivemos, mas que se tornaram apenas lembranças ruins, que estão engavetadas naquele arquivo morto que fica lá no fundo do armário, do qual ninguém se interesse em abrir.
Estou enterrado de vez o passado e abrindo as portas e janelas para o futuro, para que as melhores coisas possam vir, que o sol possa brilhar mais e que aquelas brisas de verão possam sempre soprarem meus cabelos. Desejo de coração que seja um ano como nenhum outro, que as surpresas maravilhosas possam sempre surgir, que cada momento seja único. E que Deus possa abençoar cada passo dado. Esse desejo não são apenas para mim, mas para você também. Que você possa fazer a diferença, que você queira de fato fazer essa, para que dessa forma você possa olhar ao seu redor e ver que de fato você conseguiu.
Então que venha 2014, com todos os mais belos desejos que possamos ter e que possamos valorizar a todos os momentos, a todas as pessoas que estejam  em nossas vidas, direta ou indiretamente.


Seguro em suas mãos e começamos a girar
Girar e olhar para o céu estrelado
E gargalhar de tanta alegria
Fecho meus olhos e vejo o mundo girar
Vejo um filme passar
E aquele sorriso meio bobo em meu rosto formar
Tempos que não sinto isso
E hoje voltei a sentir
Estranho né? O ano está acabando
E por isso, tudo que não foi bom, resolvi enterrar junto com ele
Confesso que até chorei um pouco
Mas de alegria, de emoção
Me senti liberto agora
Como se o que me prendia ao passado fosse quebrado
E assim minha liberdade fosse restaurada
Livre. Me sinto livre novamente
Liberto de tudo o que me prendia, me amargurava
Vou soprar durante a virada
Tudo o que me aflige, me prende, me entristece
Quero que fique lá atrás, perdido no tempo, no espaço
Sem chances de retorno
Só quero fechar meus olhos agora
Fazer um oração e desejar mais amor, mais paixão
Saúde, paz para acompanhar
E mais respeito com o próximo, ser mais solidário, mais humano
Deixar que meus desejos cresçam cada vez mais em meu peito
E que transborde e me mostre
Um futuro novo, radiante
Vou fazer diferente, preciso, necessito
Não vou cometer os mesmos erros
E quero repetir os mesmos acertos
Que as decisões que por ventura eu venha tomar
Sejam claras e abençoadas
Prontas para o próximo passo dar
E de vez do passado eu possa me libertar

Como de costume, um poema pra fechar o ano, rs.

Gente, aviso importante agora. Eu estou concorrendo novamente ao prêmio TopBlog 2013 e preciso que vocês votem em mim. Por favor, peçam a seus amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos, não se sintam envergonhados em pedir, rsrsrsrs.
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Olhando para o horizonte!

 Sentado ali no canto sozinho, em meio ao escuro, escutando apenas o som da minha respiração, vou sentindo algumas lágrimas escorrendo por meu rosto. Um choro silencioso, doloroso até, não sei explicar bem quais sentimentos parecem tomar conta de mim nesse momento. Eu tento convencer a mim mesmo de que as coisas irão melhorar, mas no fundo não acredito em minhas próprias palavras. Me sinto perdido, sem chão e por mais que eu me esforce em encontrar um caminho o qual eu devo me direcionar, mais me perco. Me levanto e vou tomar um banho, fico parado embaixo do chuveiro, enquanto aquela água quente cai sobre mim. Perco a noção do tempo ali, só caí em mim, quando senti minha pele arder por causa da água quente. Saio do banho e fico parado em frente ao espelho, vendo alguém que eu não reconhecia. Coloquei uma roupa qualquer e fui para a sala, posicionei uma poltrona voltada para a janela e peguei uma caneca com chá. De certa forma me acalma ficar parado, olhando para o horizonte, vendo o vento soprar as cortinas e enquanto tomo meu chá. Minha caneca já estava vazia, me levantei e a pus na pia. Voltei e fiquei ali sentado, com as pernas encolhidas, sentido um vento que começava a soprar frio e um pouco mais forte naquela noite. Não me lembro de quanto tempo se passou, apenas de ter acordado com uma claridade em meu rosto. Havia amanhecido e eu estava totalmente destroçado de cansaço. Me levantei, tomei um café e decidi que iria tirar o dia para mim, colocar uma boa música, dançar sozinho quem sabe, essa seria uma boa opção, fazer algo gostoso para comer. Tempos que não vou para cozinha fazer algo, tanta coisa que abri mão e hoje me arrependo, mas fazer o quê? Viver é fazer escolhas certas e erradas, tá certo que as erradas costumam virem acompanhadas de um pouco de frustração, decepção, raiva, uma vontade de quebrar tudo, pegar aquele prato ou copo e jogar na parede, como nas novelas, mas me lembro depois, que terei que limpar, mudo de ideia rapidamente em relação a isso. Mas as boas sempre são deliciosas, como aquele sorvete de mirtilo que tanto gosto. Sempre faço essa comparação, não muito comum, mas gostosa. Acho que essas comparações estranhamente deliciosas faz com que sejam mais interessante algumas coisas, tem seu charme essas particularidades. Vou para o quarto, coloco um filme qualquer para assistir. A vontade de escrever após o filme cresce e fico parado em frente ao computador, não demora muito e logo estou ali, tentando despejar meus dramas, medos, emoções enfim, é tanta coisa que nem consigo mais distinguir. Fico olhando por um tempo aquela página em branco do Word, esperando apenas que as palavras certas pudessem se manifestarem. Me sinto bem melhor após desabafar nesse modo pouco convencional. Tenho essa necessidade de me isolar e colocar tudo para fora, de escrever quase que compulsivamente após passar por períodos conturbados em minha vida. As vezes a realidade soa meio cruel até, parece que tudo o que desejamos é distorcido e vem essa materialização barata e vagabunda de algo que era perfeito em nossos pensamentos.


Gente! É fictício viu? rs

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domingo, 24 de novembro de 2013

Por um tempo!

Naquela noite chuvosa
Fiquei parado na janela vendo a chuva cair
Sentia aquele vento gelado tocar minha pele
Respingos da chuva molhando meu rosto
E continuei ali, olhando para o nada
Fiquei pensando no que poderia fazer
Quais atitudes eu deveria tomar
Por um tempo foi em vão
Fiquei dando voltas e mais voltas com meus pensamentos
Sem chegar a nenhuma conclusão
Decidi parar de ficar tentando encontrar soluções
Deixei então minhas emoções entrarem em ação
E deixar um pouco de lado a razão
Fiquei ali cantarolando uma canção
A primeira que veio em minha mente
Nem sabia ao certo quem a cantava
Mas tinha tantos sentimentos nela
Que não havia como não me emocionar
Não demorou muito e a chuva cessou
O ar estava frio, fazendo com que os pêlos em meus braços ficassem arrepiados
Fiquei em silêncio por um momento, escutando apenas o som do vento
Sentir seus braços o meu corpo envolver
Seus lábios em meu pescoço tocar
E escutar você, sussurrando em meu ouvido
A coisa mais linda que se pode dizer
Eu amo você


Esse poema estava meio perdido por aqui e me deu uma vontade de postá-lo mesmo sem ninguém a quem dedicá-lo.
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domingo, 10 de novembro de 2013

Bem musical!

Eu não estou na minha melhor fase de inspiração, ando meio sem ideias do que escrever, aparecem alguns flashes em minha mente de algumas coisas que poderiam serem escritas. Algumas até boas, mas não flui nada, ficam pela metade, esperando apenas algum momento para serem concluídas, para que enfim saiam das gavetas e passem para as prateleiras. Vivo num momento que estou me sentindo totalmente bloqueado, congelado até, me sentindo frustrado com algumas coisas, motivado em outras. Estou tentando me equilibrar, me organizar melhor e assim conseguir me dedicar mais a escrever, que é algo que gosto tanto.Mas enquanto isso não acontece, tenho escutado muita música, tô numa fase bem musical. Quem sabe alguma delas possa servir de inspiração, como tantas já me serviram.
Eu encontrei esse vídeo por acaso e fiquei apaixonado por ele, é algo bem simplista, mas aconchegante, com um clima bem legal, de amizade que deu até vontade de reproduzir um rs.


João Bernardo (Dinda) - Queria Me Enjoar de Você




Não é vídeo dedicado a ninguém só pra constar rsrs

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ternura!

Fiquei parado por um bom tempo em frente a uma folha em branco, tentando escrever algo, tentando colocar para fora alguma coisa que deva estar presa em mim, algum sentimento que está ali, gritando desesperadamente para sair, para ser visto, escutado, mas acaba sendo em vão. Um dos piores momentos para um escritor é esse, esse bloqueio que sem mais e nem por que resolve aparecer, invadir e querer montar ali um acampamento sem data para ou horário para sair. Levanto e vou andar um pouco na rua, esperando quem sabe que algo aconteça e me faça ter um momento iluminado de pura inspiração. Ou me vem uma ideia muito boa para escrever ou continua o nada me assombrando.
Sigo por uma avenida arborizada que tem por aqui, próximo a minha casa, estava calor e era cedo, por volta das 20:00. Senti aquela brisa leve soprar em mim, era uma sensação boa, me fez lembrar de algumas coisas, de alguns momentos vividos. Parei num quiosque e tomei uma água de coco, fiquei sentado ali, olhando as pessoas correrem, em suas mais variadas formas físicas, me dei conta de quem eu deveria estar fazendo o mesmo, quem sabe não me ajudaria.
Resolvi andar um pouco, meio que acompanhando devagar os passos rápidos daqueles que estavam ali, meio que desesperados para ter um corpo definido, ter um corpo no padrão que a sociedade exige. Vi que havia uma livraria aberta, resolvi entrar e ver se tinha algo que me interessava. Fiquei perambulando por ela, peguei alguns livros para ver se me interessavam. Vi um meio que escondido, como se alguém tivesse colocado ele ali, para voltar depois e resgatá-lo. Era um exemplar de um livro do Vinícius de Moraes, do qual estava esgotado a um bom tempo, chamado O poeta não tem fim. Meus olhos brilharam quando o vi, parecia uma criança quando ganha vários presentes no natal. Li um poema naquele momento, quando escutei alguém do meu lado dizer: - Lindo esse poema, é uma dos meus preferidos.
Olhei para lado e lhe respondi com um sorriso: - Lindo mesmo, sempre fico encantado com os poemas do Vinícius. - Não tem como não ficar. Disse. - Realmente não tem. Lhe respondi. Ficamos conversando mais sobre livros e me convidou para tomarmos algo num bar ali próximo. Ficamos horas conversando, nos olhando, discretamente suas mãos tocavam a minha, acompanhados de um sorriso encantador. Eu sorria meio tímido, mas com um olhar fixo nos seus. Perdemos completamente a noção do tempo, já se passava das 23:30, quando fomos embora.
Trocamos telefones e fomos caminhando juntos, pelo visto morávamos próximos um do outro. A rua já não estava mais movimentada, quando fui pego de surpresa por suas mãos me puxando, segurando-me enquanto seus lábios tocavam os meus. Foi um beijo inesperado, do qual fiquei sem ar, deixando apenas um desejo de querer mais, de continuarmos por mais um tempo assim. Paramos na porta do meu prédio, nos despedimos ali, na espera de nos vermos no outro dia.
Fui dormir com isso na cabeça, me fazendo ficar com aquele sorriso bobo no rosto, como há tempos não ficava.
Nos encontrávamos quase todos os dias, era cada vez mais gostoso esses nossos encontros, aquela reunião com nossos amigos, sempre tinha um papo legal, ríamos muito, bebíamos e conversávamos muito, sempre tinha alguma idiotice que saía de nossas bocas, mas que faziam parte desse momento, sem nos preocuparmos em manter uma linha intelectual, que se torna chato numa reunião dessas. Tem momentos e brechas para todos os tipos de assunto, mas deixávamos o intelecto de lado um pouco e falávamos sandices rsrs.
Passaram-se cerca de 1 ano e meio, eu a essa altura já estava num momento de total inspiração, escrevia quase que compulsivamente em alguns momentos, me dava prazer escrever. Estávamos bem em todos os sentidos tanto na pessoal, quanto no profissional. Numa dessas manhãs que havíamos acordado juntos, encontrei em cima da mesa, uma caixinha com um cartão, na verdade era uma carta, escrita a mão. Tinha um poema de Vinícius de Moraes, justamente o que eu havia lido no dia em que nos conhecemos:

Ternura


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.


Na caixinha, havia uma aliança, a única reação que tive enquanto algumas lágrimas desciam em meu olhar, foi voltar para cama, ficar deitado e esperando acordar para que enfim um sim pudesse ser dito.


Quem tiver interesse no livro, é só clicar aqui, é fantástico,  é um dos meus livros favoritos, ele é da editora Vergara & Riba. Aproveitando e pedindo desculpas pela ausência nos últimos tempos, mas ando numa correria daquelas, trabalho, estudo, enfim, vou me esforçar para estar mais presente aqui com vocês.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Um novo futuro!

Não sei o que acontece comigo
Não me reconheço em meio a tanta dor
Minha força não sei onde se escondeu
Ou se simplesmente acabou
Choro ao tentar me levantar
Grito por ajuda, mas parecem não me escutar
Quero voltar a ser como antes
Nos meus dias de glória
O tempo foi cruel comigo
Como se um castigo me fosse imposto
Ou será uma prova de fogo do destino?
Lutar ou desistir, são minhas únicas opções
Essa dúvida as vezes paira em mim
Na maioria das vezes luto desesperadamente
Acreditando de coração que vou conseguir
Mas na minoria, fico apenas ali parada
Com esperanças de que a dor vai passar
Quero gritar, gritar alto, para quem sabe essa dor possa aliviar
Mas sinceramente não se se vai adiantar
Rezo então, pedindo um milagre
Esperando que possa mudar as coisas
Que essa dor que me segue, possa se dissipar
Tão rápida como aquelas chuvas de verão
Sinto saudade do tempo em que eu andava por toda a cidade
Por todas aquelas tardes, sem me preocupar
Hoje o que mais quero é dessa dor poder me livrar
Esquecer o que me aconteceu
E um novo futuro poder reescrever
E um final feliz ter



Esse poema escrevi para minha mãe, ela está com problemas ósseos. Tava com saudade de escrever poemas, tinha um bom tempo que eu não me aventurava a escrever, meio sem inspiração, mas parece que ela está voltando, aos poucos, mas está, rs.
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Loucura ou sanidade?

Mais uma noite e eu estou ali, parado na janela, sentindo aquele vento gélido tocar minha pele, soprar meus cabelos. Meio estranho, mas me sinto bem, me ajuda a pensar, a tomar algumas decisões pendentes. Não é algo comum de se ler ou escutar por aí, tem até uma pitada de insanidade, mas o conforto que sinto muitas vezes me faz deixar de lado qualquer tipo de pensamento referente a loucura ou sanidade. Quero apenas ficar parado, sentindo o vento e não pensar em nada ou pensar em tudo, sem me preocupar com o que poderão ou não pensar a meu respeito ou a respeito de minha sanidade. Fico por um bom tempo assim, olhando os prédios em frente, o céu, as poucas pessoas andando na rua tarde da noite ou mesmo um cachorro, revirando um saco de lixo na calçada.
Cansei do silêncio, entro e coloco algo para escutar, fiquei meio sem saber o que, foi quando me lembrei de um vídeo que encontrei na internet, não conhecia, mas fiquei apaixonado, foi praticamente amor a primeira vista, rs. Logo depois, peguei um livro e fiquei sentando na varanda lendo-o, estava totalmente concentrado, parei um pouco para pegar um caneca de café, um vício que não consigo largar. Quando voltei notei que ali próximo, havia alguém olhando para o nada, com um olhar meio triste talvez e fumando um cigarro. Fiquei um pouco curioso confesso, algo havia me chamado a atenção. Não sei o quê exatamente, acho que a melancolia. Parei de olhar, não queria ser pego, rs. Sentei na varanda e continuei a minha leitura, apesar de não estar totalmente concentrado. Estávamos um pouco próximos um do outro, quando escuto ele perguntar: -Tá gostando do livro? Qual título?
Fiquei surpreso e o respondi: -Sim, muito bom ele. A vida gritando nos cantos, Caio Fernando Abreu. Já leu?
-Não esse, mas já li alguns do Caio F., muito bons por sinal.
O papo foi desenrolando um pouco mais, ficamos tão concentrados na conversa que perdemos a noção do tempo, já passara das 03:00. Rimos um pouco da situação e nos despedimos, com o convite para mais uma noite de papo, agora o café será deixado de lado, para dar lugar a um bom vinho. Ficamos de nos ver a noite, dessa vez não separados por uma varanda.



Bom gente, gostaria de pedir desculpas pelo meu sumiço e por não ter respondido aos comentários do post anterior, mas ando numa correria daquelas e vou tentar não ficar tão ausente assim, do blog, do qual já faz parte de mim. Mas vamos ao comentário do vídeo, esse é um do canal Música de Graça, que acho fantástico por sinal e essa música fiquei apaixonado por ela a primeira vez que escutei e espero que gostem.