quinta-feira, 31 de maio de 2012

Num papel uma canção!

Um dia escrevi num papel uma canção
Dobrei e o guardei dentro de um livro
Ficou ali meio esquecido
Até meio empoeirado
Alguns anos se passaram
E meio que por acaso
Esse livro foi encontrado e folheado
Um pedaço de papel estava ali, marcando uma página
Foi quando eu o abri
E diante de mim, aquelas palavras
Algumas monossilábicas
Meio que voltei no tempo
E me vi ali, a cantar, de forma meio desafinada
Meio descompassada enfim
Mas que fazia surgir em mim
Uma sensação especial, que não sei explicar
Um sensação que aquecia meu coração
E me corava as maçãs do rosto
E me deixava com um sorriso bobo
E com olhos a brilharem
De tal modo, que as estrelas os invejassem
Desejando ter esse brilho
Todas as vezes em que eu te olhasse.


É isso

Bjo

Contato: dilsantos@rocketmail.com

9 comentários:

FOXX disse...

nossa, qnto amor ficou registrado nesta folha de papel guardado hein?

Frederico disse...

estava com saudades desses teu poemas ehehehe
bjoo

Pedro disse...

Dil, muito lindo esse poema.
Adoro poesia.
Prefiro poesia a prosa.
Muitas vezes escrevo prosa como se fosse poesia.
Continue escrevendo e encantando seus leitores.
Forte abraço

railer disse...

que legal, surpresas assim acontecem de verdade em nossas vidas e fazem muito bem!

Carlos Roberto disse...

"E me deixava com um sorriso bobo
E com olhos a brilharem
De tal modo, que as estrelas os invejassem
Desejando ter esse brilho
Todas as vezes em que eu te olhasse."

Depois dessa casa-se comigo? - gente que passagem linda! Nem vou comentá-la mais para que nenhuma palavra surja em vão e estrague esta beleza.

Voltando as nossas conversas: Pegue seu conto, reescreva, não o deixe na gaveta. Não faça isso com o universo que você criou. Deixe-o viver, a existir. Dê-lhe vida, publique-o em algum lugar onde alguém o possa ler... Não cometa meus erros de começar um e esquecê-lo.

Tempo, tempo se arranja, se cria, se dobra e desdobra. Não ter tempo é ilusão. Escreva um parágrafo num intervalo, num momento de insonia, de conversa. Não perca essa oportunidade.

Quanto ao Caio F. não li este que você parou de ler. Aliás, nem sei o que ler agora. Acho que vou para Saramago. Não sei, muitas dúvidas pairam em minha mente. Tenho Dostoievski também...Não sei.

Beijos querido!
Não suma!

Carlos Roberto disse...

Meu gato, preste atenção: Eu sei que você se expõe demais nos textos, assim como você fala, porém, muito porém você pode alegar que são ficções. As vezes até é e você não percebe. Quando construímos algum tipo de texto, por mais que queiramos expor tudo o que somos, no fundo inventamos algo. Até biografia é um gênero fictício.... Pense direitinho. Não deixe os textos escondidos, pois se os fez temos o direito de os lermos.

Quanto ao Saramago, posso te indicar os livros que são bons. Pois ele possuí muitas fases, vários autos e baixos... Enfim, mas o "Ensaio sobre a Cegueira" é um livro MARAVILHOSO. Nem tenho como descrevê-lo. Você pode se assustar porque a escrita do Saramago é toda direta, não tem capítulos, mal usa pontos e vírgulas, não há travessões, mas você rapidamente se acostuma. O Romance é fenomenal e se você quiser uma aulinha dele depois que o ler, tenho a maior alegria em lhe dar, pois o estudei de ponta à ponta período passado e ele foi tema de um trabalho meu.

Beijinhos!

Ps: Quais os outros livros que você tem para ler?

Cesinha disse...

Bom, o pessoal já falou tudo. É muita repetição dizer que você escreve lindamente. Os seus poemas possuem sempre uma leveza... parece que os versos flutuam. Na verdade são sentimentos em forma de verso. Essa é a melhor definição

Beijos.

Margot disse...

Lindo, como sempre Dil. Suave... emocionante, rsr... se parecem com vc mesmo.
Abraços

Fred disse...

Coisamarlinda!!!!!!!! Dil e suas palavras sempre nos tocando... Ui! Hehehehe! Arrasou, gatucho! E gracias pelo carinho no meu níver! Respondo teu mail na sequencia, visse? Bjz!